ADVB-SC planeja interiorizar ainda mais sua atuação em 2015

Graduado em Administração de Empresas, possui pós-graduação em Administração Bancária e mestrado em Administração Pública pelo INAP (Instituto Nacional de Administración Pública, Madri, Espanha) e é doutorando em Administração. Membro do Conselho da Júnior Achievement SC. É professor titular da UDESC/ESAG e de pós-graduação da Fundasc. Presidente do Conselho de Administração da Advanced Design in Management S.A e da Visanutri S.A., funções que acumula com a presidência da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing (ADVB-SC), em mandato que encerra nesse ano. Foi nesta condição que conversou com a Coluna Pelo Estado. Falou da evolução da entidade em 30 anos de existência, dos planos para 2015 e da inovação que vem promovendo em sua gestão.

[PeloEstado] – A ADVB-SC completou 30 anos em 2014 e as comemorações se estendem por 2015. Uma mostra da importância da entidade?

Octavio Lebarbenchon – Com certeza. A ADVB de Santa Catarina surgiu com a ideia de fortalecer as marcas daqui. Santa Catarina não tinha a cultura de gestão de marcas. Estamos falando de 1984. Muitas empresas já tinham nascido há 20, 30 anos, algumas já eram até centenárias, mas não havia o ganho de valor de marca. A ADVB catarinense surge com esse intuito, de valorizar as empresas e suas marcas, percebendo não só a falha que existia, mas principalmente a possibilidade de progressão que as empresas podiam ter com o fortalecimento de suas marcas. Essa já era uma abordagem forte nos Estados Unidos, um pouco na Europa e em algumas metrópoles brasileiras. A nossa ADVB foi criada quase uma década após a primeira, que foi em São Paulo. Depois vieram as do Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. As ADVBs de Minas Gerais e de Santa Catarina surgem praticamente ao mesmo tempo. Viemos a reboque daquilo que já era muito pulsante nas grandes metrópoles, entendendo que Santa Catarina é um estado diferente, sem uma grande metrópole, mas com cidades polo em todas as regiões, diferença que traz equilíbrio nas premiações e tudo mais que ocorre.

[PE] – Como ocorre esse reconhecimento?
Octavio – Por meio da premiação daquelas empresas que estão se destacando, de forma que esse reconhecimento possa inspirar outras empresas a também investirem em suas marcas. É fundamental que o cliente perceba o que uma marca significa e representa, o que tem de valor agregado associado àquela marca e que faz confiar na qualidade. De 1984 para cá, nada mais fizemos, todos nós que, como voluntários, exercemos a presidência da ADVB, do que entender a situação do momento e, a partir daí, desenvolver o trabalho fundamentado em três pilares.

[PE] – Que são…
OL – O primeiro eu já citei, que é o pilar do reconhecimento através dos prêmios. Reconhecemos empresas e pessoas que se destacaram. Aliás, somos a única entidade na área de marketing e vendas que reconhece uma pessoa como destaque, com o prêmio “Personalidade de Vendas”, que será entregue em maio. Outro prêmio, o “Empresa Cidadã”, entregue em agosto, reconhece ações de responsabilidade socioambiental. Há ainda o “Top Turismo”, em outubro, para empresas, instituições e organizações que se destacam nesse segmento. E o “Top de Marketing”, que sempre ocorre no final de ano. Pode-se dizer que é o nosso prêmio mais importante, mais imponente, porque traz cases de destaque no ano. E não se faz diferenciação de porte ou setor. Não é uma grande empresa que ganha o prêmio, mas um grande case. Existem pequenas empresas que nascem ali com 100 mil reais e em um ano estão fazendo 4 milhões de reais de faturamento. Isso é um case fabuloso, às vezes muito maior do que uma empresa que já fatura 400 milhões, mas que não fez grandes transformações naquele ano. Então todos têm possibilidades de inscrever seus cases, que são analisados por uma equipe profissional, pela parceria que temos com a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Somente no “Personalidade de Vendas” a escolha é feita pela comunidade empresarial catarinense, com o apoio também de lideranças políticas, entidades, associações de classe e veículos de comunicação.

[PE] – Quais os outros dois pilares?
OL – Relacionamento é o segundo pilar. Estar sempre interagindo, promovendo eventos em que as pessoas possam se relacionar. Participamos, por exemplo, de fóruns de debates de várias outras associações, promovemos reuniões, os Almoços de Ideias. O terceiro pilar é a capacitação, que começou muito forte nas últimas duas gestões e se intensificou ainda mais na nossa gestão. É essencial a formação empresarial e a formação no mundo do marketing e vendas. Isso se fortaleceu com a parceria com a ESPM, que é o nosso braço na área da pós-graduação e cursos de curta e média duração em marketing e vendas. Já temos cursos em Chapecó, Joinville e Florianópolis. Joinville. Estamos agora estudando lançar um curso no Sul, em Criciúma. Também temos a parceria com a Unisul Virtual, pela qual oferecemos educação à distância. É uma ação bem positiva que está dando muito resultado. Outro campo em que atuamos é na formação de negociadores em vendas, dessa vez em parceria, e por sugestão, da Fiesc (Federação das Indústrias). A formação ocorre nas regionais da Fiesc e sindicatos associados.

[PE] – O senhor está no último ano de mandato. Qual a marca da sua gestão?
OL – É Estamos trabalhando com três novidades. Uma é inovação, no sentido de repensar todos os prêmios. Acredito que tudo que é bom pode ser melhorado. Já temos prêmios reconhecidos, mas queremos dar mais valor a essas premiações, criando algumas categorias novas. Devemos ter, por exemplo, a categoria startups (empresas embrionárias, geralmente ligadas à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras) no Top de Marketing, em parceria com o Sebrae catarinense. Também criamos uma diretoria avançada em São Paulo, cujo diretor é responsável por fazer a aproximação das marcas catarinenses com a capital econômica do país, onde os grandes negócios acontecem. Neste momento estamos organizando um evento, que deve acontecer em junho, em São Paulo, para promover um encontro entre investidores e empresários catarinenses.

[PE] – Essa iniciativa tem trazido resultados?
OL – Sim. Tenho me reunido quase toda semana com a ADVB São Paulo para outro evento que estamos organizando, que é o Fórum de Governadores. Vamos lançar nos próximos dias. Serão convidados quatro governadores e posso adiantar que o governador Raimundo Colombo estará no evento.

[PE] – A interiorização da entidade é uma das marcas de sua gestão?

OL – Sem dúvida. A ADVB tem uma presidência, três vice-presidências executivas e vice-presidentes regionais. Na minha gestão ampliamos de oito para 13 regionais, considerando não só a região, mas especialmente a vocação. Assim, temos vice-presidências em Blumenau, Chapecó, Criciúma, Grande Florianópolis, Joinville, Lages, Tubarão, Brusque, Itajaí, Caçador, Balneário Camboriú, Água Doce e Joaçaba. E a meta é chegar a
20 vice-presidências regionais. Entendemos que as características regionais são bem fortes, e administrar ou entender o modelo de gestão das empresas catarinenses, sobretudo na área de marketing e vendas, que trabalha de gestão de marca, da formação de homens e mulheres da área comercial, tem muita peculiaridade com a economia regional.

[PE] – Será lançado um livro ainda como parte das comemorações dos 30 anos da ADVB-SC. Do que se trata?
OL – Isso mesmo. O livro – Tanto em 30 anos – foi pré-lançado no final de 2014, mas agora será lançado oficialmente, no dia 24 de fevereiro, em Florianópolis. Depois faremos eventos de lançamento também no interior. É um relato de tudo o que a ADVB catarinense realizou nessas três décadas pelo olhar de todos os seus presidentes. Mostra as mudanças na entidade, em suas ações e no mercado. E, em parte, a evolução do marketing catarinense.

[PE] – Haverá mais novidades para 2015?

OL – Nós vamos ter, além dos quatro eventos de premiação, do Fórum de Governadores e do lançamento do livro, os já tradicionais Encontros de Ideias. Para um deles temos programada a participação do ex-ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, para falar sobre o novo modelo das marcas ligadas à piscicultura e à cultura extrativista da pesca. Vai ser muito interessante porque nós vamos tratar das marcas ligadas ao setor do pescado e Santa Catarina tem a maior indústria extrativista de pesca do Brasil. Essa é uma novidade. E você está recebendo em primeira mão!

Fonte: – ADI [PeloEstado] – Andréa Leonora