O Brasil pode mais

O Brasil pode mais

O primeiro grande passo para a solução de um problema é identificá-lo e entendê-lo. A presidente Dilma Rousseff destacou, em seu discurso de posse, que o governo precisa aprender a fazer mais com menos. Isto é, precisa ser mais eficiente. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou recentemente não ter dúvida da necessidade de tornar o Estado mais eficiente e mais capacitado. Destacou, ainda, a importância do aperfeiçoamento da estrutura tributária do país. Essa agenda pode alavancar um círculo virtuoso de crescimento econômico.

A despesa do setor público com juros caiu de 5,71% do PIB em 2011 para 4,85% em 2012. Isso gerou uma economia de R$ 22,8 bilhões, mais do que o orçamento do principal programa social do governo, o Bolsa Família. O resultado fiscal de 2012, contudo, indica que a economia feita com a redução dos juros não foi direcionada aos tão necessários investimentos – em infraestrutura, por exemplo –, e sim para o aumento de despesas correntes. Desperdiçamos uma excelente oportunidade de estimular o desenvolvimento.

Temos sido pródigos em fazer avolumar a máquina pública em detrimento do crescimento do país. Mas não podemos atribuir ao Poder Executivo, exclusivamente, a responsabilidade por esse inchaço. Também os poderes Legislativo e Judiciário fazem pressão constante por mais cargos e mais gastos. Quando, durante a última campanha presidencial, o Movimento Brasil Eficiente entregou as suas propostas à então candidata Dilma, a primeira pergunta foi se estávamos conversando com o Congresso.

Certamente já demos passos importantes para a maior eficiência do país, como a aprovação do Funpresp, o fundo de previdência complementar dos servidores federais, que permitirá, no médio e longo prazos, menor pressão das aposentadorias públicas sobre as contas da previdência. .

Eficiência no setor público deve ser inspirada na iniciativa privada. Estabelecimento de metas, política de consequências, promoção por mérito, e assim por diante. O investimento em boa gestão permitirá entregar melhores serviços públicos, aumentar as dotações para os investimentos dos governos, além de reduzir a carga tributária e estimular o investimento privado.

Carlos Rodolfo Schneider,
empresário em Joinville e coordenador do Movimento Brasil Eficiente (MBE)

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