Marca: o desafio da gestão

Marca: o desafio da gestão

O mundo das marcas remete continuamente a sonhos, imagens e ideias sobre estilo de vida, ambiente, lar, família, boa alimentação, casa, oportunidades, segurança, conforto, fácil comunicação (automóveis, Internet, telefonia), lazer e férias. É um trabalho permanente e não raro extenuante.

Será que esse mundo assim estruturado pode ser abalado? Ou, ainda, que tipo de ameaças, e com que frequência, podem ocorrer nesse mundo aparentemente tão agradável?

Para isso é preciso, inicialmente, pensar na crise econômica de 2008 que afetou países e regiões com intensidades diferentes. Só para lembrar, sempre houve crises na História da humanidade, e esta é só mais uma entre outras que virão.

As características mais marcantes dessa crise foram as expressivas falências e os crescentes desempregos, o que gerou dúvidas sobre a honestidade de governantes e de dirigentes de muitas empresas, e perplexidade frente às inusitadas atitudes tomadas por eles. Essa constatação também abriu espaço para que o consumidor se tornasse mais refratário à propaganda e ao complexo de comunicação das marcas, provocando então uma resistência às marcas e ao consumo.

A idéia do crescimento contínuo foi violentamente rompida pela incompetência na gestão, pelo crescimento da corrupção, pela gestão fraudulenta, pela certeza de impunidade, e tudo isso afetou diretamente o sistema econômico e as marcas.

Esses episódios mostraram a necessidade de introduzir controles, freios e sistemas de segurança para retomar o caminho. Até porque essa crise econômica mundial ainda não terminou, e seus efeitos se farão sentir por muito tempo.

Outro fator agravante são os devastadores e trágicos fenômenos naturais – terremotos, tsunamis, enchentes – que nos têm deixado perplexos dado o incontável número de mortes, mutilações, orfandades, e as situações extremas de fome, frio e perda a que as pessoas estão submetidas. A esse quadro, somam-se, ainda, as crescentes taxas de assassinato e de morte, as constantes mutilações de trânsito e a tragédia do consumo, cada vez maior, de drogas de todos os tipos.

Todos esses fatos têm colocado a raça humana diante de sua pequenez, talvez de sua insignificância, e deixam os consumidores impotentes e perplexos e, com certeza, com as mentes bloqueadas para mensagens e ações desenvolvidas pelos gestores das marcas.

Se pudéssemos fazer um corte transversal na psique das pessoas, veríamos a ação devastadora que tais episódios causam em milhões de pessoas e o desafio hercúleo por que passam os gestores de marcas. As crises precisam ser enfrentadas com criatividade e determinação, até porque os fatos mostram que a esmagadora maioria das marcas tem sido bem administrada. O desafio, portanto, diante de fenômenos fora do controle ou desses resultados negativamente obtidos, é a constante e inquestionável gestão adequada e competente de talentos para atingir o sucesso.

Günther Staub

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