Comércio virtual, retorno real

Comércio virtual, retorno real

O comércio eletrônico pela internet passa por um dos seus melhores momentos no Brasil. Neste ano, as vendas no e-commerce brasileiro devem atingir a impressionante marca de R$ 28 bilhões, segundo dados da consultoria e-Bit. É um crescimento de 24% em relação ao faturado no ano passado. Em 2012, foram realizados nada menos que 66,7 milhões de pedidos on-line, seja pelo computador como pelo celular, tablets, onde mais a internet estiver. No Brasil, 42,2 milhões de pessoas já fizeram, no mínimo, uma compra pela internet. São números que não podem ser mais ignorados por lojistas e empresários catarinenses.

Em Santa Catarina, temos empresas com tecnologia de ponta que desenvolvem soluções para atender toda a cadeia produtiva do e-commerce. E estes agentes estão cada vez mais organizados, compartilhando conhecimento e resultados. Uma prova é que no próximo dia 15 deste mês serão realizados dois grandes eventos em Florianópolis voltados para o e-commerce, o F5 SC, organizado pela Associação Brasileira de Agências Digitais (Abradi), e o 3º Encontro do Núcleo de E-commerce de Santa Catarina, promovido pelo Grupo Digital de Santa Catarina (GDSC).

Um dos temas discutidos neste dia será o retorno de investimento em comércio eletrônico. O fato é que o e-commerce preenche uma lacuna no planejamento das empresas, uma vez que traz resultados palpáveis, medidos pela taxa de conversão dos sites. Ou seja, é possível medir, por exemplo, quantas pessoas que entram no site e efetivamente compram, diferente do investimento em publicidade, por exemplo, em que o retorno direto em vendas é mais subjetivo.

Mas ainda precisam cair alguns tabus em torno do comércio virtual. Um deles diz respeito à segurança das compras online. Comprar na loja física pode ser até mais perigoso do que na loja virtual. Por exemplo: quando o seu cartão de crédito é digitado em uma loja virtual, os números são embaralhados tantas vezes e com tantos dispositivos de segurança que é praticamente impossível interceptar qualquer dado. Por outro lado, as pessoas costumam entregar seus cartões a um garçom ou frentista, que se estiverem mal intencionados – exceções, diga-se de passagem, podem copiar ou fotografar os dados.

Para onde foi a sua loja? Se ainda não está na internet, é motivo para pensar.

Juarez Beltrão, presidente da ADVB/SC, diretor da Flexy Negócios Digitais e morador de Florianópolis

Artigo publicado no Diário Catarinense dia 15 de agosto de 2013