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O novo consumidor e o propósito das marcas

O novo consumidor e o propósito das marcas

 Neste Dia do Consumidor (15/03) proponho uma reflexão para entender quem é este tal de “consumidor”. Consumir significa comprar. Mas comprar pelo simples ato de adquirir deixou de ser, há muito tempo, o desejo final das pessoas. O novo cliente quer mais do que isso. Ele busca uma conexão verdadeira com o produto, uma identificação sinérgica com o propósito daquela marca. Ter um carro que represente seu sonho de consumo é muito mais do que ter o modelo mais recente com todos os acessórios de última geração. Precisa ter sinergia com seu lifestyle e com seus valores. O desafio de vender para este novo consumidor requer um posicionamento transparente das empresas, algo que não pode ser vendido naquela propaganda que traz o preço parcelado em 10 vezes.


Fazer a conexão com o cliente exige comprometimento entre a teoria e a prática; entre o que é postado nas redes sociais e o que ele encontra no ambiente físico; entre o atendimento que ele recebeu do vendedor e o que a empresa vendeu na TV. Ele quer saber de onde veio o seu produto, como foi produzido, quem está vendendo. Ele quer ir às compras e poder levar seu bichinho de estimação, que hoje já faz parte da família. Quer encontrar ofertas e comodidades com um simples toque no celular. Quer fazer suas escolhas próprias com base no mundo de informações que ele tem à disposição no ambiente virtual. Este consumidor busca experiências novas que integrem o mundo digital e o físico, o chamando omnichannel, onde não existe escolha de um em detrimento de outro. Os dois convergem para trazer uma experiência mais completa.


O cliente ficou sim mais exigente e não quer dizer que está mais difícil conquistá-lo. Ele quer autenticidade além dos quatro Ps (produto, preço, praça e promoção). Então está na hora da marca responder com transparência: quais são os meus valores e qual a conexão que eles fazem com o meu cliente? Geralmente a resposta está na essência e é mais simples do que imaginamos. Só precisa ser genuína.
O exercício proposto não significa jogar fora todos os ensinamentos de marketing que usamos até hoje para atrair o consumidor - afinal quem não gosta de um bom desconto? - mas precisamos ir além da venda. É necessário fazer o cliente perceber o verdadeiro valor da marca e trocar a conquista pelo bolso pela conquista afetiva, que proporciona uma relação sólida e duradoura com seu negócio.


Monique Campos
Diretora de Integração da ADVB/SC